
Há algum tempo tenho notado, assim como a maioria das pessoas, que o Natal tem perdido o seu significado religioso. Para muitos isso é comum, afinal, se o considerarmos como fruto da cultura, a qual por sua vez é dinâmica, é justo que ao longo dos anos ele – o Natal - assuma nova conotação, condizente com os “novos tempos”. Todavia isso me preocupa. Porque o Natal, embora tenha surgido a partir da festa do deus sol, não é por si só uma festa profana – no sentido que está desprovida de um significado religioso -, pelo contrário é uma festa essencialmente religiosa, como a Páscoa. Assumindo esse viés é preciso que se diga que Natal é uma festa cristã. É o momento em que os cristãos comemoram explosivamente a vinda daquele que acreditam ser o Salvador dos homens: Jesus Cristo.
“Et verbum caro factum est!” Exclama João no século I, atestando essa verdade. Este nascimento (daí a palavra latina “natal”), é celebrado não como um mero processo ritual de passagem (como o reveillon), mas como uma realidade concreta de transformação de vida. Cristo veio revelar o homem ao próprio homem. João da Cruz, lá no século XVI tratando sobre a Encarnação do Verbo (o Nascimento de Jesus) assim se expressava: “... porque em tudo semelhante Ele a eles se faria e viria ter com eles, e com eles moraria; e que Deus seria homem e que o homem Deus seria.”
Então eu pergunto: onde está o Cristo nesse Natal?
Recebo um sem número de mensagens (virtuais, cartões...) todas elas me desejando “Feliz Natal”, “Boas Festas”, “Feliz Ano Novo”, as quais, quando acompanhada de figuras, trazem: anjos, estrelas, pinheiros enfeitados, velas, papai Noel, menos o Cristo. O que me deixa mais espantado é que a maioria dessas mensagens vêm de pessoas que se dizem cristãs. O ser cristão se manifesta nos pequenos gestos, “vocês estão no mundo, mas não pertencem ao mundo” ensina Jesus.
Não sou contra os presentes e os festejos natalinos. Enche-me os olhos as decorações, os cânticos. Entretanto, quando vejo as pessoas preocupando-se excessivamente com a “ceia”, com as “compras de natal”, esquecendo-se de “preparar o caminho do Senhor”, de fazer um exame de vida, de ajudar o semelhante que sofre, até mesmo das atividades religiosas; fico entristecido. Mais vale um perdão que qualquer lembrança material. Entristece-me observar que o consumismo aniquilou o ser humano e, como afirmou Gui Debord “tudo o que era vivido realmente tornou-se mercadoria”. E enquanto cristão sinto um pesar maior quando ouço as crianças esperando ansiosas a vinda do “papai Noel”, que é um ser inexistente e nada pode oferecer (sobretudo porque os bens materiais que distribui foram adquiridos por outrem). Espanta-me como os pais e a sociedade como um todo – me refiro especificamente àqueles que se dizem cristão – se esforçam para apresentar o papai Noel como figura central do Natal, fazem de tudo para sustentar uma mentira e sentem vergonha de apresentarem a Verdade, ou seja, ficam receosos de falar de Jesus Cristo.
Novamente repito: que haja troca de presentes, que se enfeitem as casas (afinal a roda da economia precisa girar), mas não materializem suas vidas! Deixem o Cristo ser o dono do Natal. Afinal comemora-se, n dia 25 de dezembro, a Festa da Encarnação do Verbo, e não o aniversário de Jesus, pois sendo Deus, é eterno e não está subordinado as transformações temporais.
“Et verbum caro factum est!” Exclama João no século I, atestando essa verdade. Este nascimento (daí a palavra latina “natal”), é celebrado não como um mero processo ritual de passagem (como o reveillon), mas como uma realidade concreta de transformação de vida. Cristo veio revelar o homem ao próprio homem. João da Cruz, lá no século XVI tratando sobre a Encarnação do Verbo (o Nascimento de Jesus) assim se expressava: “... porque em tudo semelhante Ele a eles se faria e viria ter com eles, e com eles moraria; e que Deus seria homem e que o homem Deus seria.”
Então eu pergunto: onde está o Cristo nesse Natal?
Recebo um sem número de mensagens (virtuais, cartões...) todas elas me desejando “Feliz Natal”, “Boas Festas”, “Feliz Ano Novo”, as quais, quando acompanhada de figuras, trazem: anjos, estrelas, pinheiros enfeitados, velas, papai Noel, menos o Cristo. O que me deixa mais espantado é que a maioria dessas mensagens vêm de pessoas que se dizem cristãs. O ser cristão se manifesta nos pequenos gestos, “vocês estão no mundo, mas não pertencem ao mundo” ensina Jesus.
Não sou contra os presentes e os festejos natalinos. Enche-me os olhos as decorações, os cânticos. Entretanto, quando vejo as pessoas preocupando-se excessivamente com a “ceia”, com as “compras de natal”, esquecendo-se de “preparar o caminho do Senhor”, de fazer um exame de vida, de ajudar o semelhante que sofre, até mesmo das atividades religiosas; fico entristecido. Mais vale um perdão que qualquer lembrança material. Entristece-me observar que o consumismo aniquilou o ser humano e, como afirmou Gui Debord “tudo o que era vivido realmente tornou-se mercadoria”. E enquanto cristão sinto um pesar maior quando ouço as crianças esperando ansiosas a vinda do “papai Noel”, que é um ser inexistente e nada pode oferecer (sobretudo porque os bens materiais que distribui foram adquiridos por outrem). Espanta-me como os pais e a sociedade como um todo – me refiro especificamente àqueles que se dizem cristão – se esforçam para apresentar o papai Noel como figura central do Natal, fazem de tudo para sustentar uma mentira e sentem vergonha de apresentarem a Verdade, ou seja, ficam receosos de falar de Jesus Cristo.
Novamente repito: que haja troca de presentes, que se enfeitem as casas (afinal a roda da economia precisa girar), mas não materializem suas vidas! Deixem o Cristo ser o dono do Natal. Afinal comemora-se, n dia 25 de dezembro, a Festa da Encarnação do Verbo, e não o aniversário de Jesus, pois sendo Deus, é eterno e não está subordinado as transformações temporais.
Por fim, transcrevo abaixo parte do poema de S João da Cruz para meditação, desejando que essa promessa se cumpra em sua vida.
ROMANCE SOBRE O EVANGELHO «IN PRINCIPIO ERAT VERBUM»,
ACERCA DA SANTÍSSIMA TRINDADE (IX)
Do Nascimento
Quando foi chegado o tempo
Em que de nascer havia,
Assim como o desposado,
Do seu tálamo saía
Abraçado a sua esposa,
Que em seus braços a trazia;
Ao qual a bendita Madre
Em um presépio poria
Entre pobres animais
Que então por ali havia.
Os homens davam cantares,
Os anjos a melodia,
Festejando o desposório
Que entre aqueles dois havia.
Deus, porém, em o presépio
Ali chorava e gemia;
Eram jóias que a esposa
Ao desposório trazia;
E a Madre se assombrava
Da troca que ali se via:
O pranto do homem em Deus,
E no homem a alegria;
Coisas que num e no outro
Tão diferentes ser soía.
* O poema na íntegra pode ser visualizado aqui.
ROMANCE SOBRE O EVANGELHO «IN PRINCIPIO ERAT VERBUM»,
ACERCA DA SANTÍSSIMA TRINDADE (IX)
Do Nascimento
Quando foi chegado o tempo
Em que de nascer havia,
Assim como o desposado,
Do seu tálamo saía
Abraçado a sua esposa,
Que em seus braços a trazia;
Ao qual a bendita Madre
Em um presépio poria
Entre pobres animais
Que então por ali havia.
Os homens davam cantares,
Os anjos a melodia,
Festejando o desposório
Que entre aqueles dois havia.
Deus, porém, em o presépio
Ali chorava e gemia;
Eram jóias que a esposa
Ao desposório trazia;
E a Madre se assombrava
Da troca que ali se via:
O pranto do homem em Deus,
E no homem a alegria;
Coisas que num e no outro
Tão diferentes ser soía.
* O poema na íntegra pode ser visualizado aqui.

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